É comum ouvirmos hoje, músicas com letras que incentivam o uso de drogas, linguagens pejorativas e preconceituosas, que inferiorizam, principalmente, as mulheres que não têm um estilo de beleza que se adequa aos padrões da sociedade atual. Mas, quando esse tipo de letra de música exalta a beleza, sai de uma forma imoral e transforma a mulher em objeto.
Apologizar as drogas e depreciar grosseiramente a mulher ou torná-la vulgar através da música, é uma forma de usar corretamente a liberdade de expressão? Muitos acham que proibir esse tipo de letra é voltar ao tempo da censura. É impedir que as pessoas expressem suas idéias, seu mundo cultural. Mas vamos aos fatos: a venda e o uso de drogas ilícitas são totalmente contra a lei do país. Não dá para justificar isso como um protesto, pois existem várias maneiras de se protestar de forma legal. Portanto, incentivar o consumo de drogas, é incentivar a infração da lei. Com respeito ao tipo de linguagem que trata a mulher como objeto, quando se usa termos como “potranca” e “cachorra”, por exemplo, está-se sintetizando o inteiro caráter da mulher em apenas um rótulo, e depreciativo. Ainda mais nos nossos dias, onde a mulher busca um reconhecimento maior através de suas potencialidades na vida e no trabalho, tachá-la como um objeto é uma incoerência em relação à luta delas em prol dos seus direitos. Enfim, há vários cantores e grupos que fazem sucesso com letras bem feitas, que tratam muito bem a mulher, em vários estilos, como no samba, no pagode, no rap, etc.
O texto acima é claro, não discrimina estilos musicais, nem grupos e nem cantores. A questão é o bom senso na construção de músicas, para que se evite, de forma discriminatória e questionável em certos tipos de letras, que através de rádios e outras mídias são levadas para dentro das casas das pessoas. E são ouvidas por crianças, jovens, adultos e idosos.